Praticamente todas as meninas sonham vir a ser bailarinas. O ballet é uma das atividades físicas mais populares para as jovens meninas. O trabalho de pontas é o mais célebre e tradicional das bailarinas clássicas. As sapatilhas de pontas são o segredo da sua graça e encanto. O calçado é, provavelmente o equipamento mais importante para a prática de ballet. Ao escolher as sapatilhas adequadas para ballet, deve ter em conta os seguintes fatores:

  • O Tipo se sapatilhas
  • A acomodação
  • A rigidez da alma
  • O Cordão
  • As Proteções anti atrito.

O calçado para ballet pode ser dividido em dois grandes grupos;

Sapatilhas/sabrinas de Introdução ao ballet

Por vezes designadas por sapatilhas de meia ponta, podem significar qualquer sapatilha para dança ou sapatilhas mais sofisticadas especificas para treinar ballet, as segundas são sapatilhas cujo aspeto exterior é em tudo semelhante ao das sapatilhas de pontas mas não possuem uma alma ou enfuste, facilitando os exercícios e movimentos de flexibilidade, impossibilitando a sua utilização em pontas.

Sapatilhas de introdução ao ballet

Sapatilhas ballet meia Ponta

Sapatilhas de pontas

As sapatilhas de pontas são o calçado adequado quando o praticante de ballet atinge maturidade suficiente para se colocar em pontas, com uma caixa plana e um reforço extra na sola/palmilha (através de uma peça, normalmente em aço, designada por enfuste ou alma) a idade adequada é muitas vezes motivo de polémica, a iniciação ao trabalho de pontas deve sempre ser decidido pela professora.

 

Composição:

Legenda

1 Caixa/Box, 2 Asas, 3 Pregas, 4 Sola, 5 Costura calcanhar, 6 Costura medial, 7 Calcanhar, 8 Gáspea, 9 Plataforma.

Legenda

1 Cordão, 2 Palmilha, 3 Enfuste/Alma 4 Sola

 

Acomodação:

A acomodação de um par de sapatilhas para ballet difere da acomodação geral do calçado tradicional ou (d)esportivo: De um modo geral as sapatilhas de pontas devem ficar confortavelmente justas mas não apertadas, contrariamente ao desejo de muitos pais, as sapatilhas de ballet não devem ser acomodadas com folga para o pé crescer, a escolha das sapatilhas de pontas é a mais importante do equipamento do praticante, assim recomendamos que o faça sem pressas e com a ajuda de um profissional acostumado a acomodar sapatilhas de ballet.

Morfologia dos pés da bailarina

A escolha do modelo deve ser feita em função da morfologia dos pés do praticante, pés egípcios e quadrados requerem plataformas mais largas, ao passo que pés gregos requerem caixas mais afuniladas.

Alguns fabricantes oferecem diferentes tamanhos de gáspea para acomodar diferentes comprimentos de dedos.

pé egípcio, grego e quadrado

diferentes entradas e formatos de caixa

A Caixa/Box

A caixa deve conter os dedos para que o peso seja distribuído uniformemente. No trabalho de pontas, a bailarina deve sentir o peso na plataforma sem afundar na caixa, deve sentir-se apoiado nos metatarsos. Pressão insuficiente na caixa levará o pé a afundar, enquanto muita pressão na caixa empurra os dedos contra a plataforma. Ambas as situações levam à dor e falta de controle. Os dedos devem assentar na caixa sem estar comprimidos ou "encavalitados", permitindo uma ligeira liberdade. Os dedos devem poder ser movidos ligeiramente longitudinalmente, mas não significativamente lateralmente. A caixa deve parecer a continuação do peito do pé, demasiada folga entre a gáspea e o peito do pé, indica necessidade de procurar um modelo mais justo, se o peito do pé fica demasiado saliente da caixa indica necessidade de um modelo com uma caixa mais ampla.

Caixa demasiado folgada

Gáspea

O comprimento da gáspea deve ser escolhido em função do comprimento dos dedos, uma gáspea demasiado longa dificultará a colocação em pontas, uma gáspea demasiado curta fará a bailarina fazer ponta demasiado para a frente sem suporte (uma das causas das unhas negras/roxas).

Gáspea curta

As sapatilhas usadas poderão dar uma indicação da forma como acomodam pelo desgaste, por vezes a plataforma está demasiado gasta à frente, indicando gáspea curta ou atrás, indicando gáspea demasiado longa. O desgaste poderá estar igualmente relacionado com a dureza da alma/enfuste.

O tecido deve abraçar a pé sem problemas. Uma sapatilha demasiado justa pode apresentar pregas do cetim em torno do pé. Uma sapatilha demasiado folgada pode apresentar "ondas" de excesso de tecido.

Quanta pressão? Sapatilhas de ponta podem parecer desconfortável, principalmente para iniciantes, mas não devem magoar ou provocar dores nos pés. Imagine-as como uma segunda pele, abraçando o pé, mas não espremendo e causando dor.

Verificar o comprimento

Para verificar o comprimento existem duas formas;

a) A praticante deve-se colocar na segunda posição pllie, os dedos devem tocar levemente na plataforma da caixa sem fazer pressão, se não sentir a caixa as sapatilhas estão demasiado compridas, se sentir pressão as sapatilhas estão demasiado curtas.

Verificação do comprimento

b) A praticante coloca um dos pés em posição de pontas sem o peso do corpo, deve ser capaz de puxar um pedaço de tecido com os dedos com aproximadamente 5 mm, demasiado tecido significa que as sapatilhas estão compridas, nenhum tecido significa que as sapatilhas estão curtas.

Verificação do comprimento

Largura

A maioria das marcas de sapatilhas de pontas está disponível em diferentes larguras, a largura correta é determinada pela morfologia do pé. As sapatilhas com a largura adequada abraçam o pé, como uma segunda pele, sem o apertar.

Rigidez da alma/enfuste

Muitos fabricantes disponibilizam diferentes graus de rigidez da sola das sapatilhas de ballet, a escolha deve ser feita em função das necessidades individuais e técnicas do praticante. Quando a alma é demasiado rígida a bailarina terá dificuldade em atingir a posição de pontas, quando é demasiado flexível não terá apoio suficiente, as bailarinas com pés firmes poderão preferir menos suporte, bailarinas com pés flexíveis poderão preferir mais apoio. Bailarinas como o pé cavo normalmente preferem maior suporte, bailarinas com pés planos poderão preferir almas mais flexíveis.

O atacador/cordão

Não deve ser usado como forma principal de ajuste, como princípio deve ser apenas um contributo estético, se as sapatilhas estiverem corretamente acomodadas o cordão não será necessário, em alguns modelos poderá ser útil para ajustar o tecido ao pé.

Em resumo:

As sapatilhas de pontas devem ser escolhidas de forma a assentarem como uma segunda pele sem no entanto causarem qualquer dor ou desconforto, a escolha adequada pode demorar uma hora ou mais a decidir, assim, quando for escolher as suas sapatilhas de pontas a bailarina deve estar consciente que é um processo moroso. Os acomodadores profissionais poderão fazer algumas perguntas para verificar a acomodação tais como:

Sente o chão?

O pé está a fundar na plataforma?

A caixa acomoda o pé firmemente?

Sente suporte em pontas?

Sente alguma dor?

Protetores, enchimento e separadores de dedos

O nível de enchimento é uma questão muito pessoal; enquanto alguns praticantes preferem o máximo possível para evitar o risco de pressões, causadoras de bolhas ou calos, outros preferem pouco enchimento de forma a ganharem maior sensibilidade, no entanto devemo-nos lembrar que os protetores e o enchimento afetam a acomodação das sapatilhas pelo que devemos provar as sapatilhas com as proteções que usamos normalmente.

Protetores e separadores de dedos

Vida útil:

As sapatilhas de pontas devem oferecer apoio pelo menos durante 15 horas de utilização intensiva. O cuidado com dado às sapatilhas afetam a sua durabilidade, alguns conselhos:

Não as transporte em ambiente fechado com o resto do equipamento, utilize uma bolsa arejada.

Remova os enchimentos e permita que arejem pelo menos 24 horas depois da sua utilização.

Caso seja um praticante intensivo, procure ter dois pares para utilização alternada.

Generalidades:

Numeração impressa na sapatilha:

Léxico:

Caixa/box; Estrutura confecionada por cola (à base de água ou resina), papel, juta e tecido de algodão que abriga os dedos dos pés;

Plataforma: Onde todo o peso do corpo da bailarina se apoia;

Sola: Em couro, auxilia a palmilha e o enfuste a sustentarem o arco de pé;

Palmilha/Enfuste: Confecionada em cartão rígido e couro, reforçado com aço ou plásticos TPU.

Tecido: Cetim brilhante que reveste a sapatilha, sendo geralmente um tipo de polímero com finalidade estética.

Gáspea: Zona que define o comprimento e altura da caixa dos dedos.

Abertura/Entrada: Por onde entra o pé ao calçar a sapatilha.

PS: Obrigado Paula Magalhães.

 

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